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Apesar da possibilidade de fechamento do contrato entre a Embraer e o governo dos Estados Unidos para fornecimento de 100 aviões Super Tucano, a direção do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José continua defendendo a vitória do modelo Gripen na concorrência pública do programa F-X2.
No último dia 5, empresários do setor aeronáutico de São José e a direção do Ciesp na cidade lançaram uma carta aberta à população solicitando ao presidente Lula que a decisão sobre a compra dos 36 caças supersônicos tenha como base apenas o relatório técnico elaborado pela FAB.
O relatório, que está sendo analisado pelo Ministério da Defesa, aponta o avião Gripen, fabricado pela empresa sueca Saab, como a melhor opção para o Brasil.
'A FAB, que é quem utilizará os caças, conhece a fundo os três projetos e já se pronunciou a favor do Gripen. Temos que ver o que é melhor para as indústrias brasileiras e não apenas para a Embraer. Já está provado que com o Gripen serão gerados 10 vezes mais empregos do que se a opção for pelo F-18 ou pelo Rafale', disse o diretor da regional do Ciesp em São José, Almir Fernandes.
AGILIZAÇÃO - Já o coordenador da Cedaer (Comissão Especial para Desenvolvimento Aeroespacial), Lauro Ney Batista, defende a agilização do processo de escolha do vencedor da concorrência pública do programa F-X2. A entidade reúne 50 empresas de São José que atuam no setor aeroespacial.
'O mais interessante para as empresas de São José e região é que o governo defina logo o vencedor da concorrência pública. Até porque, independentemente de quem for escolhido, nossa região será beneficiada. Além disso, a chance do contrato para fornecimento dos aviões Super Tucano sair é muito grande, mesmo que o F-18 não seja o vencedor.'
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