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Empresários reforçam lobby pelo TAV


Fonte : Jornal Valeparaibano


Entidades empresariais de São José dos Campos decidiram se unir para cobrar a inclusão do município na lista de paradas obrigatórias do TAV (Trem de Alta Velocidade). O 'lobby' pela estação do Trem-Bala conta com o apoio de pelo menos 32 entidades da cidade.

O modelo de concessão da nova ferrovia prevê a construção de estações em pelo menos duas cidades da região, mas apenas uma foi previamente definida pelo governo federal --Aparecida.

A segunda seria definida a critério do futuro concessionário da ferrovia --o que, na avaliação dos empresários, pode sujeitar o empreendimento à influência de 'forças ocultas'.

'Todos os estudos divulgados pelo próprio governo mostravam São José como uma das paradas obrigatórias. Ninguém tem melhores condições para abrigar essa estação no Vale do Paraíba do que São José, seja pela estrutura que a cidade tem ou pelo perfil econômico', disse o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury.

Os empresários querem levar esses argumentos para a audiência pública que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) vai promover amanhã na cidade, no Teatro Colinas.

Durante o evento, técnicos do governo federal apresentarão detalhes do Trem-Bala e abrirão espaço para sugestões e críticas da população ao projeto (leia texto nesta página).

MOBILIZAÇÃO - O assunto foi tratado ontem por representantes de 32 entidades empresariais de São José durante um encontro na sede da Associação Comercial.

Os empresários se mostraram preocupados com o modelo de concessão escolhido pelo governo federal e concluíram que a situação exige uma postura mais enérgica.

'Queremos que cada entidade empresarial de São José compareça à audiência com o maior número possível de filiados para defender os interesses da cidade', afirmou Felipe Cury.

'Não tem o menor sentido deixar São José de fora das paradas obrigatórias do Trem-Bala. Mudar a regra do jogo a essa altura do campeonato é muito estranho', acrescentou.

ATRATIVOS - O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José, Almir Fernandes, considera 'um erro' deixar a cidade sem uma estação do Trem-Bala.

'Todos os estudos da própria ANTT falavam de uma estação obrigatória em São José. A pessoa que fez o edital da licitação não deve ter lido esses estudos', disse o empresário.

O presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, engrossou o coro dos descontentes. 'São José não pode ficar de fora do edital. Ela é a maior cidade da região, a terceira que mais exporta no país e abriga grandes empresas e institutos com contribuição decisiva para o desenvolvimento do país.'

O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, José de Mello Corrêa, disse que qualquer aspecto de ordem técnica favoreceria a cidade na disputa pela estação.

'Os estudos do governo mostram que São José é a segunda cidade com maior demanda para o Trem-Bala, à frente até do Rio de Janeiro. Isso continua igual. Os parâmetros de escolha é que foram alterados, e aleatoriamente', argumentou.

EDITAL - No começo do mês, o prefeito Eduardo Cury e o deputado federal Emanuel Fernandes (ambos do PSDB) já tinham ido a Brasília questionar a direção da ANTT sobre a exclusão de São José da lista de paradas obrigatórias.

De acordo com o edital, haverá paradas obrigatórias em Campinas, São Paulo, Aparecida e Rio de Janeiro.

Além de São José, Jacareí já manifestou interesse em receber a segunda estação do TAV no Vale do Paraíba --oferecendo, inclusive, incentivos fiscais ao futuro concessionário.





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