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Prefeitura de São José dos Campos e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) negociam a instalação de um novo condomínio industrial na cidade, em uma área de 1 milhão de metros quadrados, na zona leste.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico estuda reservar uma área próxima ao Parque Tecnológico para receber indústrias interessadas em se instalar na cidade. O projeto, ainda em fase embrionária, é voltado a micro e pequenas empresas.
A promessa do novo centro empresarial faz parte do plano de governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB). De acordo com José de Mello Corrêa, secretário de Desenvolvimento Econômico, as discussões sobre o projeto ainda estão em andamento com os empresários para identificar suas necessidades.
'Estamos apenas colhendo informações do que as empresas necessitam, é uma vontade do prefeito. Tudo depende das condições, tanto da prefeitura quanto dos empresários, pode ser agora e pode ser depois (a implantação do centro). Estamos começando o projeto com o pé no chão', disse Mello.
Segundo Almir Fernandes, diretor regional do Ciesp de São José, a área pretendida pela prefeitura seria de 1 milhão de metros quadrados. O local seria dividido em diversas glebas para as empresas interessadas, que pagariam apenas o valor de custo das obras que serão realizadas.
A quantidade de empresas que poderiam se instalar no centro empresarial vai depender da formatação do projeto e de como será feita a divisão da área. Em princípio, três terrenos de 10 mil metros quadrados e outros três de 15 mil metros quadrados seriam destinados para empresas consideradas âncoras-- que poderão gerar novos invstimentos.
'Quando a prefeitura estava traçando o plano de governo, a gente cobrou isso, um centro empresarial. Vão ter prioridade para entrar no projeto as empresas que já operam na cidade, mas não possuem um espaço físico próprio. Junto com a prefeitura, nós estamos vendo que tipo de empresa poderá participar, sabemos que serão micro e pequenas empresas', afirmou Fernandes.
SATURAÇÃO - De acordo com Angel Guilen, coordenador executivo da Assecre (Associação dos Empresários do Chácaras Reunidas), a região possui cerca de 400 empresas, dessas, pelo menos 30% não possuem espaço físico próprio e muitas, com capacidade de crescimento, necessitam de uma área maior (leia texto nesta página).
'O que a gente acha é que é preciso criar novo vetor de desenvolvimento na cidade. No Chácaras Reunidas, ainda há locais, mas são poucos e valorizados. Estamos discutindo isso com a prefeitura há três anos, quanto antes for definido é melhor. Não queremos subsídios, a ideia seria pagar o terreno a preço de custo', disse o empresário.
SELEÇÃO - A Associação Parque Tecnológico de São José começou a analisar na última quarta-feira a documentação das 24 empresas que pretendem se estabelecer no Centro Empresarial 1, implantado no Parque Tecnológico. Das empresas concorrentes, 18 estão em São José, duas são de São Paulo e as demais em Barueri, Campinas, Mogi das Cruzes e Itajubá (MG).
Uma comissão está avaliando a qualificação técnica das empresas, levando em consideração itens como base tecnológica, potencial de inovação do empreendimento ou projeto, potencial de mercado, viabilidade financeira, qualidade da estratégia de marketing e qualidade da equipe.
'O problema é que quando a prefeitura fala em base tecnológica, fala em pesquisa. Tudo hoje tem base tecnológica, acho que isso é uma grande restrição a outras empresas. É importante esse trabalho que a prefeitura realiza, mas como ficam as micro e pequenas empresas que precisam de espaço', disse Angel Guilen.
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